Desconhecimento sobre dados armazenados pode custar às empresas US$ 3,3 tri até 2020

Relatório Global Databerg, da Veritas, revela que 52% dos dados corporativos são considerados “obscuros” pelos gestores de TI

Você sabe o valor ou a natureza de todos os dados armazenados nos servidores da sua companhia? Se respondeu que não, saiba que não está sozinho. Se respondeu que sim, reveja suas certezas, porque você pode estar trabalhando sob premissas pouco sólidas.

Os resultados do Relatório Global Databerg, da Veritas Technologies, que reúne insights de 2.550 tomadores de decisão seniores de TI de 22 países, mostram que 52% dos dados armazenados e processados pelas organizações são considerados pelos entrevistados como “dados obscuros” ou dark data, cujo valor corporativo e natureza são desconhecidos para os gestores.

Do restante desse “databerg”, uma fatia adicional de 33% reúne dados considerados redundantes, obsoletos ou triviais (ROT) e, portanto, reconhecidos como inúteis. Se nada for feito, juntos, esses 85% de dados corporativos submersos custarão às empresas cerca de 3,3 trilhões de dólares até o ano de 2020, um desperdício que nenhum gestor de TI pode ser dar ao luxo de ter no orçamento em tempos de crise.

Cenário Brasil

O relatório Databerg é organizado pela Veritas e conduzido pela empresa de pesquisa independente Vanson Bourne. A edição 2016 inclui o Brasil na lista de 22 países pesquisados e permite uma visão do cenário local da governança de dados em comparação com outras regiões. Nesse sentido, o Brasil está relativamente “bem na foto” no que diz respeito ao tamanho da fatia de dados obscuros.

Enquanto a média global de “dark data” é de 52%, e países como Alemanha, Canadá e Austrália sinalizam que, respectivamente, 66%, 64% e 62% dos seus dados armazenados são obscuros, executivos de TI brasileiros dizem que desconhecem apenas 47% dos seus dados, o que coloca o país como um dos percentuais mais baixos de todo o mundo. A fatia de dados ROT no Brasil é de 31%, menor que a média mundial.

O estudo da Veritas mostra que a maioria dos dados corporativos fica abaixo da linha d’água, restando uma “ponta” com 15% dos dados que são limpos, classificados e usados como informação estratégica para as empresas. Nessa categoria, o Brasil também está bem melhor que outros países, com 22% de dados limpos e estratégicos, superior à média mundial de 15% e abaixo apenas da China (25%) e Israel (24%).

De frente para o desafio

Os insights do estudo Databerg foram debatidos em um encontro organizado em março pela revista CIO, em parceria com a Veritas e a Acorp, com executivos de TI brasileiros de grandes empresas atuantes no país. Na pauta, a Governança de Dados, os riscos do Databerg e o valor estratégico da informação para os negócios.

A conversa revela que a Governança de Dados é tema cada vez mais crítico para os gestores de TI, divididos entre as obrigações regulatórias de mercado, que exigem a guarda de dados críticos, e o comportamento cada vez mais “acumulador” dos usuários corporativos. Na dúvida, ou desconhecimento, sobre a importância do que está armazenado, guarda-se tudo para evitar problemas, dizem os CIOs.

As organizações estão criando e armazenando dados a um ritmo cada vez maior, criando uma cultura de ‘acumulação’ (data hoarding) favorecida pelo mito de que storage é gratuito. “O volume de dados nas empresas hoje vai se multiplicar por dez até 2020”, alertou Marcos Tadeu, Gerente de Engenharia da Veritas Brasil.

Isso quer dizer que se uma companhia hoje guarda 1 Petabyte (1.000 TB) de dados, em quatro anos vai guardar 10 petabytes. Segundo a Veritas, uma empresa de médio porte gasta mais de US$ 650 mil anualmente para armazenar as informações que não são críticas em 1 petabyte. Multiplique dez para ver o tamanho do problema em 2020.

Dados velhos

O problema fica ainda mais grave, diz Marcos Tadeu, quando olhamos a composição dos dados corporativos. Segundo o Data Genomics Index, visão sobre a composição dos dados das empresas com base na análise de bilhões de arquivos pela Veritas, 40% dos dados armazenados têm mais de 3 anos e nunca foram usados.

“Entender e reconhecer que a cultura de acumular dados existe é o primeiro passo “, diz Tadeu. Um dos catalizadores da crescente demanda por formas de limpar, identificar e classificar dados corporativos é a aceleração da adoção de cloud computing. Enviar dados não identificados para a nuvem pode simplesmente mover o problema para mais longe e gerar despesas desnecessárias com seu armazenamento.

Se pensarmos por exemplo que no Brasil 37% dos funcionários armazenam dados pessoais em dispositivos de trabalho e que a TI não pode avaliar quais dados têm valor comercial ou quais são apenas os “vídeos do gato”, fica fácil entender o desafio.

Por onde começar?

Para o executivo da Veritas, a melhor estratégia para atacar o Databerg é começar a eliminar os dados ROT para depois passar para os dados “obscuros”. Segundo Marcos Tadeu, o processo de identificação e eliminação dos dados obscuros passa por uma combinação do uso de ferramentas de tecnologia com políticas corporativas de mudança de cultura e comportamento frente aos dados.

A identificação do valor dos dados para os negócios passa pelo entendimento da diferença entre dados e informação. O dado apenas tem valor de informação estratégica ou crítica quando é identificado, classificado e processado. Nesse sentido, a política de governança de dados se beneficia do apoio dos C-Level e da cumplicidade dos executivos de linhas de negócio para ganhar corpo.

SERVIÇO
O conteúdo completo do Relatório Global Databerg pode ser baixado a partir deste link: bit.ly/globaldataberg e o Relatório Brasil do estudo Databerg pode ser baixado neste link bit.ly/brasildataberg

Veritas, Brandpost

Fonte: http://computerworld.com.br/desconhecimento-sobre-dados-armazenados-pode-custar-as-empresas-us-3-3-tri-ate-2020

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